CBF inaugura estátua em homenagem a Zagallo, bicampeão mundial pela seleção brasileira
Por Gabriel Gonçalves
A CBF inaugurou, na manhã desta quinta-feira, a estátua em homenagem a Mário Jorge Lobo Zagallo, mais conhecido apenas como Zagallo, na sede da entidade, no Rio de Janeiro. O ex-jogador de 91 anos chegou ao evento de cadeira de rodas e ficou bastante emocionado com o resultado da obra.
A estátua, que pesa 30kg, demorou cerca de dois anos para ser finalizada, e foi feita em Londres, no mesmo ateliê que produziu as estátuas de Marta e Pelé. Foram 26 artesãos envolvidos, mais de 300 medições feitas ‘in loco’ na casa do bicampeão mundial e mais de 500 fotos como base para produção.
Antes da inauguração, Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, exaltou a trajetória de Zagallo, principalmente pela Seleção, e os feitos conquistados em sua carreira.
“Falta um mês para a abertura da Copa do Mundo, e ninguém entende mais de Copa do Mundo do que Zagallo. Ele já disputou sete Copas do Mundo. É o “senhor seleção brasileira”. (…) Diante tanta história, qualquer homenagem é pouca para Zagallo. Merece sempre todas as reverências”, disse o mandatário.
Ainda completou: “Espero em dezembro nós gritarmos “Brasil campeão”, e “Brasil campeão” tem 13 letras, igual a assinatura de Zagallo”.
Atual técnico da seleção brasileira, Tite também compareceu ao evento e completou a homenagem ao ex-jogador. “Exemplo, inspiração, liderança, humanismo. Talvez tu não saiba o quanto tu representa para todos nós de uma geração. Muito obrigado. Pela classe toda aqui presente, pelo futebol brasileiro. Muito obrigado”.
Zagallo é bicampeão do mundo como jogador nas Copas de 1958 (Suécia) e 1962 (Chile), tricampeão como técnico, tetra como coordenador, e ainda comandou a Seleção nas Copas do Mundo de 1998 (vice-campeã) e de 1974 (quarta colocada), além de somar a coordenação técnica na Copa do Mundo de 2006 ao lado do treinador Carlos Alberto Parreira.
Em 1970, no México, tornou-se o primeiro a vencer o Mundial como jogador e treinador (feito até hoje repetido apenas pelo alemão Franz Beckenbauer e pelo francês Didier Deschamps).
O alagoano de Maceió disputou 36 jogos pela seleção brasileira: foram 29 vitórias, quatro empates e três derrotas. Ele estreou e se despediu da sua “amarelinha” no Maracanã. O primeiro jogo foi no dia 4 de maio de 1958, marcando dois gols na goleada de 5 a 1 sobre o Paraguai.
A última partida foi no dia 7 de junho de 1964, na vitória de 4 a 1 sobre Portugal, em jogo válido pela Taça das Nações, competição promovida pela então CBD que reuniu Brasil, Argentina, Inglaterra e Portugal.